O futuro de nossas “áreas de trabalho”


Boa noite galera! Tudo bom? Hoje eu vim trazer algo que chama a atenção de muitos usuários antenados em tecnologia: A mudança radical nas interfaces.

Se vocês não notaram ainda, os últimos lançamentos demonstram uma tendência migratória em nossas áreas de trabalho. De dispositivos WIMP (Window, Icons, Menus and Pointer / Janela, Ícones, Menus e Ponteiro) para dispositivos com interface sensíveis ao toque. Mas, antes de continuarmos, vamos ver como surgiu o WIMP:

O que é o WIMP?

O WIMP nasceu e se popularizou junto com os primeiros computadores pessoais. O mouse, por exemplo, foi apresentado ao mundo por Douglas Engelbart numa apresentação que ficou conhecida mais tarde como “The Mother of All Demos”, junto com tecnologias como a videoconferência, o hipertexto (que deu origem ao HTML) e até um editor de textos com colaboração em tempo real (conceito usado hoje no Google Docs, por exemplo). Tudo isso em 1968!

Alguns anos depois, já nas décadas de 1970 e 1980, o Xerox Alto, o Xerox Star e o Apple Lisa levaram o mouse para os computadores e criaram as primeiras interfaces gráficas que simulavam uma mesa de trabalho. Foi aí que a abordagem WIMP ficou popular e surgiu o que conhecemos atualmente como ambiente de área de trabalho.

Com o advento dos dispositivos móveis (entenda-se aqui como os primeiros celulares com menus e multifunções, não aquele tijolos de só efetuar ligações da década de 80), esses elementos se mostraram inadequados. Essa nova categoria de dispositivos exigiu a criação de um novo paradigma, uma alternativa ao modelo WIMP. Os designers que resolveram se libertar dessas restrições históricas encontraram a liberdade necessária para criar novas formas de interação com dispositivos computacionais. Por que o iPad é tão bem sucedido e os tablets com Windows ainda estão apanhando para conseguir mercado? Fácil. O modelo WIMP não funciona em tablets; interfaces especialmente preparadas para isso, sim.

O design dos aplicativos disponíveis para esses aparelhos foi um dos principais itens que contribuíram para a popularização deles. As aplicações móveis, baseadas em toque, costumam ser bem melhores que suas equivalentes no ambiente WIMP. Elas fazem com que o usuário foque na tarefa atual, são mais fáceis de usar e oferecem experiências de uso superiores. Sendo assim, não é nenhuma surpresa dizer que elas começaram a influenciar os ambientes WIMP mais tradicionais também.

Essa fórmula básica de “janelas, ícones, menus e ponteiro” está sendo substituída. Claro que algumas partes serão mantidas, mas é um modelo que está entrando em decadência. O ponteiro está dividindo espaço com interfaces sensíveis ao toque. Os menus em cascata estão sendo substituídos por botões e links que oferecem um acesso mais rápido. A área de trabalho está virando coisa do passado – ou ficando em segundo plano, como no Windows 8.

Além disso, há outro processo desafiando a dominação do paradigma WIMP nos computadores tradicionais: a mistura de dispositivos sensíveis ao toque e os sem essa capacidade.

A tendência é surgirem cada vez mais novos aparelhos com suporte ao toque e outras formas de interação. Eles precisam de um sistema operacional capaz de lidar com dispositivos apontadores e telas sensíveis ao toque. Note que uma coisa não exclui a outra; uma não irá substituir totalmente a outra. E um sistema operacional que pode ser usado somente com toque ou somente com dispositivos apontadores não serve. O exemplo disso fica por conta da interface Unity no GNOME 3, o Lauchpad mesclado ao Mac OS X e, é claro, o Windows 8.

Dos três acima descritos, certamente os que dão maior destaque, talvez pelo seu alto nível de revolução, sejam o Unity na interface GNOME 3 e o Windows 8, que já demonstra claramente ao usuário que ele não terá nada a lembrar das versões anteriores do SO.

Vale lembrar que a Microsoft tem um “Ás” a manga: o Kinect. Mais futuramente, provavelmente no SP1 do Windows 8, será adicionado o suporte a ele. O que nos permitirá interagir em games, navegação de ficheiros e internet, além outras cosas a mais que ficaram subentendidas aqui, de uma maneira muito mais intuitiva que o próprio toque na tela.

Imagine daqui uns 2 anos, poder parar a reprodução de conteúdo multimídia apenas mostrando a palma de sua mão para a tela? Avançar ou retroceder uma página da web como se estivesse folheando uma revista? Atualizar uma página fazendo o símbolo do Itaú/Skoll para seu monitor? (Err… Esqueção essa última. Não foi um bom exemplo… =/)

Bom, as interfaces imersivas estão aí, ganham terreno rapidamente e as tecnologias mais tradicionais a absorvem para não ficarem defasadas a ponto de sumir. Eu aposto ainda num mundo em que tudo o que você teria para um computador se reduza a uma película de AMOLED com circuitos resistente, maleável e completa.

Seu PC, num futuro não tão distante, realmente será de bolso.

Sobre Jorge Afonso

Meu nome é Jorge Afonso Filgueiras Quinelato. Sou brasileiro, solteiro, bacharel em Administração e Técnico de TI trabalhando para o governo. Sou apaixonado por tecnologia e deskmod.

Publicado em 28/01/2012, em 8, Apple, Gnome, Informativo, Linux, Softwares, Tudo, Windows. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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