Especialistas em hacktivismo criticam ações do AnonymousBR


Uma série de ataques do grupo AnonymousBR, que se considera uma versão nacional do Anonymous, derrubou sites de bancos na semana passada como uma forma de protestar contra a corrupção no Brasil. O grupo usou “computadores zumbis” ou até mesmo Script Kids para tirar os sites do ar com ataques de negação de serviço.

Os ataques do grupo hacker foram considerados sem sentido. Parece mais "farra do que protesto".

“Essas pessoas que se denominam Anonymous no Brasil não refletem uma posição ideológica, uma luta específica. O que a gente vê parece mais uma farra do que um protesto”, afirmou Anchises de Paula, um dos fundadores do Garoa Hacker Clube, primeiro HackerSpace brasileiro. “Eles atacam sites por atacar, páginas que não têm nada a ver com nada para protestar contra alguma coisa, como a falta de ventilador na Campus Party”, disse, brincando com a frequente reclamação dos campuseiros em relação ao forte calor que faz dentro do Anhembi.

Outra questão abordada no debate foi a participação de brasileiros em manifestações feitas pela internet. Os participantes mostraram opiniões divergentes sobre o tema: alguns defendem a mobilização dos brasileiros na rede, enquanto outros acham que não sabemos protestar.

Alberto Azevedo, do Movimento Software Livre, acredita que os brasileiros têm uma ideia errada do que é o protesto na web. “Trocar a foto do Facebook não vai combater a violência aos animais”, afirmou. Anchises mostrou ter uma visão parecida. “O hacktivismo está engatinhando no Brasil. Uma parcela está criando mobilizações defendendo causas políticas, e outras pessoas não têm a mesma capacidade de mobilizar”, afirmou.

Já Marcelo Branco, do site Softwarelivre.org, lembrou que muitas das manifestações que ocorreram pelo mundo, e inclusive no Brasil, começaram de protestos na web. “Ciberativismo ser considerado um militante de sofá é uma visão defensiva demais. Nos últimos 12 anos, quase todas as manifestações de rua foram feitas por pessoas conectadas à rede que usaram a internet como forma de mobilização social”, afirmou. “A internet é um novo espaço de disputa e envolve tanto progressistas quanto conservadores”, finalizou.

Segundo Amadeu, os brasileiros já mostraram que conseguem protestar pela web. “Quando colocamos protestos contra SOPA e PIPA nos trending topics do Twitter antes dos americanos, mostramos que sabemos nos manifestar”, afirmou. Para ele, o que falta é uma mobilização maior em algumas questões.

Fonte: Olhar Digital

Sobre Jorge Afonso

Meu nome é Jorge Afonso Filgueiras Quinelato. Sou brasileiro, solteiro, bacharel em Administração e Técnico de TI trabalhando para o governo. Sou apaixonado por tecnologia e deskmod.

Publicado em 09/02/2012, em Campus Party, Informativo. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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